Toledo - Pelo menos 30 moradores e comerciantes de Toledo foram multados por não colaborarem no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e da febre amarela. O município registrou mais um caso da doença na última segunda-feira. O coordenador do programa de prevenção, Genair Grunevald, diz que a decisão de autuar as pessoas e empresas foi o último recurso. ''São reincidentes que já haviam sido notificados e não tomaram medidas para eliminar focos da dengue'', explica.
Todos estão recebendo a multa mínima prevista no Código Sanitário do Estado, que corresponde a um salário mínimo (R$ 200,00). Os valores arrecadados são destinados ao Fundo Municipal de Saúde e aplicados na área. Os contribuintes autuados têm prazo de 15 dias para recorrer da multa.
Grunevald ressalta que a legislação faculta a aplicação de multa até mesmo nos casos de obstrução à entrada dos agentes nas residências, por tratar-se de doença transmissível e epidêmica. Ele acrescenta que a filosofia do programa de prevenção não é de aplicar multas, mas esclarecer a população. ''Chega um certo momento, porém, que os agentes são obrigados a aplicar a multa para não cair em descrédito'' - afirma.
Uma das pessoas multadas tinha recebido anteriormente 11 notificações, sem tomar providências. Na 12 visita foi constatada novamente a presença de larvas do mosquito da dengue, o que obrigou os agentes a aplicarem a multa. ''A multa está se mostrando eficaz nos casos de reincidência. Muitos estão tomando cuidados surpreendentes depois de multados'', comemora Genair.
A coordenação de combate à dengue está analisando mais um caso suspeito da doença, de um morador de Toledo que viajou para Cuiabá, área considerada endêmica. Se confirmado, será o décimo caso registrado este ano na cidade.

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