A Prefeitura de Toledo (47 quilômetros a oeste de Cascavel) está pagando salários atrasados dos servidores referentes aos cinco últimos meses de 1996. O ex-prefeito Albino Corazza Neto (PDT) deixou o cargo sem ter pago também férias e 13º salário.
Os cerca de 1,4 mil servidores sobreviveram à custa de doações de parentes, amigos e fiado no comércio. O pagamento começou anteontem.
O prefeito Derli Donin (PPB) assumiu com o compromisso de manter os salários em dia. Ele cumpriu nos dois primeiros meses de mandato, mas condicionou o pagamento dos atrasados à arrecadação do Município.
Donin propôs - e os sindicatos dos Servidores e Professores aceitaram - destinar para a finalidade 50% da receita do Imposto Predial e Territorial Urbano.
O tributo, cuja primeira parcela (ou à vista) foi pago pelos contribuintes no início do mês, resultou em arrecadação de R$ 1,5 milhão. Do montante, R$ 270 mil são provenientes de um acerto de contas com os próprios servidores, que tinham débito com o Município, ou com empresas para os quais eles deviam. A prefeitura assumiu os débitos.
Segundo o secretário da Fazenda, Carlos José Grando, R$ 400 mil são destinados ao pagamento de salários atrasados, inicialmente agosto e setembro de 96. Parcelas do IPTU serão pagas pelos contribuintes até setembro e elas também servirão para pagar os servidores.
Donin ‘‘herdou’’ débitos de R$ 2,58 milhões com os servidores, e, somando-se contribuições previdenciárias, convênios e outras pendências, o montante relacionado ao funcionalismo sobe para R$ 10,5 milhões.
A dívida global do Município é de R$ 26,4 milhões, incluindo-se convênios com o Estado. A arrecadação mensal da prefeitura deve permanecer na faixa de R$ 1,5 milhão, nos primeiros meses do ano.

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