O Dia das Mães será, provavelmente, o mais triste para a artesã E.G., 43 anos, em quase quatro meses de prisão. A distância dos filhos só faz aumentar o desespero e a revolta por estar presa, segundo ela, sem ter cometido qualquer crime. ''Todos os dias rezo para esse pesadelo acabar'', afirmou.
E.G. se emociona ao falar dos dois filhos que a esperam fora da cadeia. ''É muito difícil viver aqui (na cadeia) sem eles'', frisou. A artesã diz que para amenizar o sofrimento, os filhos a visitam uma vez por semana. E.G., presa sob acusação de tráfico de drogas, diz que não possui vícios e se sente injustiçada. ''Tenho uma vida lá fora, não posso ficar aqui. Meus filhos dependem de mim'', declarou.
Mesmo tendo sido presa por causa do companheiro, ela prefere não culpá-lo. ''Ele assumiu toda a responsabilidade pela droga. Mesmo assim, continuo presa.'' E.G. conta que o conheceu quando realizava um trabalho de evangelização. Questionada sobre o motivo de continuar com ele, a artesã responde sem pensar. ''Nos amamos.''

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