Outra objetivo da legislação municipal é acabar com as reclamações de cavalos soltos pelas ruas, avenidas e rodovias, que levam perigo ao trânsito e dificultam a mobilidade. No início de fevereiro de 2018, um motociclista de 28 anos morreu após colidir contra um cavalo solto na PR-445, na região do bairro Jamile Dequech, na zona sul. Ele estava indo trabalhar. Em 2017, 152 cavalos foram apreendidos e levados ao sítio na zona rural. Já em 2016 foram 190 bichos.

Na Estrada dos Pioneiros, e em seu início, quando tem a nomenclatura de rua Carmela Dutra, na zona leste, os moradores relatam que diversos cavalos, e até vacas, já morreram na via por conta de acidentes. "Tem muito cavalo solto para cá. Os donos vêm e deixam principalmente no final da tarde. Como temos um longo terreno com mato alto, acaba sendo um atrativo para este tipo de atitude, o que para nós se transforma em problema dobrado", desaprovou a dona de casa Cleusa dos Santos.

Há 37 anos vivendo na região, Marlene Camargo Machado comentou a sujeira deixada pelos animais. "Os cavalos defecam na rua e fica um mau cheiro. Além disso, eles mexem no lixo e causam muita desordem", elencou a aposentada, que já chegou até a se arriscar para tirar os bichos da via pública. "Teve um dia que estava tão perigoso, que fui acenando para os carros pararem e tive que 'espantar' o cavalo para o meio do mato."

A gerente de Fiscalização da Sema ressaltou que o maior problema envolvendo os animais são relacionados ao lazer. "Todos os dias temos reclamações. Os alvos são os animais que ficam soltos em fundos de vale ou perdidos na cidade. A população cobra há bastante tempo uma medida efetiva", reconheceu Graziella Santana Damante. (P.M.)

SERVIÇO
Denúncias de maus tratos, sobrecarga ou animais de grande porte soltos podem ser feitas na Gerência de Fiscalização da Sema, pelo telefone (43) 3372-4770 ou 3372-4771. O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h.

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