Todos os crimes são considerados hediondos
Todos os crimes são
considerados hediondos
Ao contrário do que afirmou Osmir Aparecido Cruz, em nenhum momento as suas vítimas ofereceram alguma ameaça à sua segurança. Contra todas elas ele sempre apresentou uma vantagem física. Uma criança de oito anos, que também foi uma de suas vítimas, não poderia lhe representar algum perigo. Diante dessas constatações, os crimes cometidos por Cruz são considerados hediondos não somente por causa da forma como aconteceram as mortes, como também pelas justificativas ainda mais insignificantes apresentadas pelo criminoso.
O garoto Paulo Roberto Mereht, oito anos, foi morto porque teria ouvido Cruz planejar um assalto com o seu primo Júnior Aparecido. O menor foi a primeira vítima, assassinado em agosto, logo nos primeiros dias que Cruz chegou a Roxo Rois. Um mês depois foi a vez do casal Cláudio e Erotildes Kovalkeviski. De acordo com o desempregado, eles morreram porque não queriam pagar uma dívida de R$ 70,00. Cansado de cobrar, Cruz disse que resolveu matar porque eles o teriam agredido verbalmente.
A terceira morte aconteceu um dia depois do assassinato do casal, tendo como vítima Daniel Vaz, de 9 anos. Para justificar essa morte, Osmir utilizou como motivo a necessidade da queima de arquivo. Ele precisou morrer porque presenciou a morte do casal e deu a entender que iria denunciar o caso à polícia. As duas crianças e o casal foram mortos e enterrados nas proximidades do local onde morava o assassino.
A falta de sensatez e descontrole emocional de Cruz não poupou nem mesmo o seu primo. Os policiais ficaram sem saber o que pensar, quando encontraram o corpo de Júnir Aparecido, que até então era tido como suspeito.





