Todos os caminhos da Pará
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sexta-feira, 07 de novembro de 2008
Carolina Avansini<br>Reportagem Local 
Fundamental na malha viária de Londrina, a Rua Pará é uma das principais vias de ligação entre as zonas Leste e Oeste da cidade. Com início na Avenida Santos Dumont e término no Vale Verde (no acesso à Rua Maringá), ela faz parte do trajeto de muita gente que precisa atravessar a cidade para chegar no trabalho, na escola ou voltar para casa.
Por isso, os estabelecimentos comerciais presentes ao longo da Pará são conhecidos por moradores da cidade inteira. Atendemos mais clientes de outras regiões do que o pessoal do Centro, conta Maria Tereza Muliterno Barbosa, cuja família mantém, há 31 anos, uma peixaria na Rua Pará. É até complicado, porque a maioria das pessoas vem de carro e não encontra estacionamento, diz.
É o caso da enfermeira Márcia Maria Benevenuto de Oliveira, que trabalha no Hospital Universitário (HU) e mora no Jardim Quebec (Zona Norte). Só existem duas possibilidades para mim: a Avenida JK ou a Rua Pará. Revezo entre as duas para não enjoar, conta. No caminho para casa, ela freqüenta a peixaria, a floricultura, a livraria, a loja de tecidos, a padaria, a rotisseria e o posto de gasolina. A Rua Pará tem de tudo, elogia.
Márcia também escolhe trafegar pela via porque estudou 12 anos no Colégio Mãe de Deus e gosta de relembrar o tempo em que ia para a escola à pé. A paisagem era diferente, com poucos prédios e muitas casas, recorda-se.
Proprietário e padeiro de uma panificadora, Luis Gustavo Lenguianotte mantém o estabelecimento na rua há 13 anos. Com clientes da vizinhança e de outros bairros, ele garante o bom atendimento e a qualidade dos produtos com trabalho totalmente familiar. Como a peixaria vizinha, a panificadora é conhecida na cidade toda graças ao grande fluxo de carros que circula pela Pará. Mas a clientela da região, garante ele, também é freqüentadora assídua do estabelecimento, assim como os trabalhadores das empresas vizinhas. Mais da metade dos clientes que moram no Centro são aposentados.
A revendedora de produtos de limpeza Miriam Marques veio de Minas Gerais há seis anos e mora na Pará há mais de quatro anos. Apesar do movimento de carros, a rua é tranquila. O bom é que estamos perto de tudo, considera ela, que só reclama da falta de iluminação durante
à noite.


