Todos juntos, mas cada um no seu espaço
Quando a irmã de Cleise Erica dos Santos e Souza faleceu por causa de um câncer de mama, há sete anos, ela se sentiu dividida. Casada há 17 anos e sem filhos, ela se alternava entre o trabalho e o marido, e começou a ir, depois do expediente, para a casa dos pais, preocupada com a falta que a irmã fazia.
''Meu pai tem uma casa grande e cerca de um ano e meio depois, fomos morar com eles. Logo em seguida engravidei e eles puderam curtir o dia a dia da barriga crescendo. O nascimento do Yuri foi uma alegria, claro que ninguém substitui ninguém, mas ele trouxe uma leveza'', conta ela.
Com o tempo, o marido de Cleise, Willian Santos de Souza, assumiu os negócios do sogro, que, devido a uma artrose, apresenta dificuldades de locomoção. ''Claro que em alguns momentos já pensei que não deveria ter me mudado, mas sei que tomei a decisão certa, hoje eu tenho paz no meu coração. Podemos prestar socorro em qualquer momento e eles também nos ajudam, ficando com o Yuri quando necessário, cuidando das nossas coisas'', afirma Cleise. ''Há ressalvas, mas temos nosso espaço privativo e cada um respeita o espaço do outro dentro da família. A nossa situação é diferente de outros filhos porque não voltamos para casa por questões financeiras'', ressalta Willian.
No dia a dia, ela afirma que almoça no trabalho, mas o jantar é feito em família. Sua mãe, Deize de Camargo Santos, diz que não imaginava que a filha e o genro pudessem se mudar para sua casa, mas ficou feliz com a decisão. ''Me sinto mais confortável com eles aqui, é uma segurança e cada um serve de suporte à sua maneira para a família.''
Ela ressalta que embora morem juntos, cada um tem seu espaço na casa e ela mantém suas atividades, como as aulas de artesanato, as atividades físicas e a participação na igreja. (E.G.)





