Todo o atendimento foi prestado, diz pastor
A dona de casa Wilma das Dores Cândido, esposa de um sobrinho de Lourdes Maria Silva Alves, disse que visitou a parente no domingo anterior ao fechamento do asilo. Segundo ela, nesse dia a idosa estava bem. ''Ela estava conversando, normal. O único problema é que era difícil fazer ela comer.''
Segundo a dona de casa, Lourdes morava até o mês passado com uma sobrinha, que a colocou no asilo porque teve que se mudar para Florianópolis. ''Muita gente nos recomendou o Ebenézer. Quando levamos a dona Lourdes pra lá, ninguém do asilo mencionou que o local estava interditado, ou que havia dificuldades para o atendimento. O que nos deixou inconformados foi que ninguém nos informou sobre o estado de saúde dela'', disse ela.
O presidente da organização não-governamental Associação Londrinense de Assistência (Aliança), pastor Cloves José de Pinho, responsável pela administração do asilo, disse ter sido informado por um dos enfermeiros de que Lourdes só foi recebida no Ebenézer porque a parente que a deixou insistiu. ''Ela disse que só a deixaria ali até dia 26. Os enfermeiros resistiram, mas acabaram cedendo''.
Pinho afirmou que o enfermeiro apontou que o estado de saúde da idosa era razoável quando ela chegou e que foi prestado todo o atendimento. ''Na noite do dia 25, a dona Lourdes passou mal e no dia seguinte a família seria chamada. Mas aí houve a confusão do fechamento'', disse o pastor. Quando foi fechado, o Ebenézer hospedava 37 idosos. Além dos hospitalizados, os outros idosos foram encaminhados para suas famílias ou para casas de abrigo.





