'Todo mundo ainda está à espera de um milagre'
Regina Maria Mologne, 42 anos, 19 deles como assistente administrativo do São Judas; Maria Aparecida Marinho, 29 anos, técnica de faturamento, quase 10 anos convivendo com a instabilidade financeira do hospital. Duas histórias que representam a esperança dos funcionários diante de um quadro praticamente irreversível. Apesar dos problemas, a vontade de segurar o emprego e, principalmente, manter um grupo que aprendeu superar as adversidade unido falam mais alto. ''No fundo, no fundo, a gente ainda acredita que a situação pode ser revertida. Todo mundo ainda está à espera de um milagre'', disse Regina.
Junto com os colegas, as duas deixaram para traz metade do penúltimo dia de expediante para acompanhar com atenção a sessão extraordinária que aprovou, em primeira discussão, o projeto de lei autorizando a prefeitura a alugar o prédio e os equipamentos do São Judas. Mesmo acostumadas com a instabilidade do hospital, as duas confessaram que ficaram surpresas com a notícia da demissão. ''A situação estava ruim há vários anos, sempre ouvimos que os hospital seria vendido ou fecharia. Mas a ficha só caiu quando fomos comunicadas que dia 31, sábado (amanhã), o São Judas não funcionaria mais'', relatou Maria Aparecida. A última esperança do grupo de 33 funcionários é a prefeitura recontratar os funcionários por meio de uma empresa terceirizada. (G.G)





