Todo cuidado é pouco na hora de soltar foguetes
Comprar fogos de artifício somente em lojas especializadas e ler atentamente as instruções de uso antes de utilizá-los são algumas das recomendações para evitar os acidentes neste Ano Novo. O ideal é não soltar fogos, mas quem insistir no uso deve ficar atento para evitar ferimentos em si e em outras pessoas, alertou o delegado adjunto da Delegacia de Explosivos, Armas e Munições de Curitiba (Deam), Carlos Moreno. Outras dicas são ter cuidado ao direcionar os fogos, manter outras pessoas distantes (principalmente crianças) e evitar acender os fogos com cigarros e isqueiros.
A fiscalização da venda de fogos de artifício foi intensificada desde o início de dezembro. Segundo Moreno, cerca de 20 casos de apreensão foram registrados em Curitiba. As irregularidades mais comuns são a venda sem alvará e o armazenamento em local inadequado. O delegado lembra que é proibido vender fogos para menores de idade. Irregularidades podem ser denunciadas pelo telefone 190.
Vítimas - Hospitais de Curitiba estão se preparando para atender as vítimas de acidentes com fogos de artifício, cuja incidência aumenta no réveillon. Nos últimos dois anos, os médicos do Hospital Universitário Cajuru constataram um aumento de casos de pessoas com queimaduras, mutilações e cegueira. Entre 24 de dezembro de 1997 e 1º de janeiro deste ano, o número de atendimentos foi 25% maior que no mesmo período do ano anterior. O Hospital Evangélico atendeu 60 vítimas na madrugada de 1º de janeiro deste ano. Cerca de 90% dos casos referiram-se a lesões nos membros superiores, a maioria queimaduras de segundo e terceiro graus. Os fogos também podem causar amputações e cegueira.





