Todo cuidado é pouco com crianças
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quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Reportagem Local 
Curitiba - Peças de brinquedos, bola de gude e até dominó. Todo cuidado é pouco. Para evitar que a brincadeira se torne uma dor de cabeça, nunca é demais recomendar aos pais que tenham cautela e aumentem a supervisão dos filhos, quando o assunto é brinquedos e outras peças que possam ser engolidas.
Guilherme Gomes, médico gastroenterologista responsável pelo serviço de endoscopia do Hospital Nossa Senhora das Graças (HSNG), de Curitiba, explica que a faixa de idade mais crítica é entre os sete meses e os cinco anos. "Essa é considerada a fase oral, justamente quando a criança tem o hábito de colocar tudo na boca; e com a evolução da deglutição a atenção deve ser redobrada", explica.
Quando uma criança engole uma peça, muitas vezes é possível tirar o corpo estranho por endoscopia. Mas o maior perigo são outras complicações que o objeto pode causar, como perfurações intestinais, infecções e sufocamentos, que podem até levar até a morte.
"Se o brinquedo ou objeto é aspirado, pode ocorrer sufocação, infecções de vias respiratórias e broncoespasmos, que, conforme a gravidade, também podem provocar tragédias", alerta a pediatra do HNSG, Clarice Arns da Cunha Warnecke.
Para evitar acidentes, é importante que os pais fiquem atentos aos brinquedos e às brincadeiras e conversem com as crianças sobre os perigos de colocar na boca objetos estranhos. "Caso a criança leve algum objeto à boca, este deve ser retirado imediatamente e com delicadeza, para que não venha a ser engolido. Desaloje o objeto da garganta o mais rápido possível, a fim de evitar asfixia", ensina a pediatra.


