Porecatu - O alto volume de chuvas que estáá caindo sobre o Paranáá fez com que os vertedouros da Usina Hidrelétrica de Capivara chegassem, ontem, a sua maior vazão em 2009: 5,5 mil metros cúbicos de áágua por segundo. Para hoje e amanhã, a previsão da Duke Energy, que controla a usina, é de que a vazão chegue a seis mil metros cúbicos por segundo. A usina de Capivara fica no rio Paranapanemaá, entre Porecatu, no extremo norte do Paraná, e Porto Capim (SP).
De acordo com o gerente de planejamento da Duke Energy, Carlos Costa, a situação é anormal para esta época do ano. ''Abrirmos os vertedouros não é comum e quando ocorre é por, no mááximo, três a quatro dias. Desta vez jáá estão abertos desde a primeira quinzena de setembro'', comenta Costa, ressaltando que desde julho as chuvas na região estão muito acima do normal, o que ocasionou uma situação inédita no Paranapanema: as 11 usinas hidrelétricas que funcionam no rio, oito delas da Duke Energy, estão vertendo áágua simultaneamente.
Contudo, para Costa não háá motivos para preocupações com a segurança da usina, pois a capacidade do vertedouro pode chegar a 18 mil metros cúbicos por segundo. Sobre a população ribeirinha que estáá abaixo da barragem, ele respondeu que apenas algumas famílias de Porecatu estariam em situação de risco. ''Mas jáá acionamos a Defesa Civil e tudo estáá sendo monitorado.''
Porém, no Norte Pioneiro do Paranáá, onde estáá a Usina de Chavantes, também controlada pela Duke Energy, a situação é mais preocupante. Em Jacarezinho, no distrito de Marques dos Reis, 90 famílias que moram irregularmente próximas às margens do Paranapanema tiveram suas casas inundadas no mês de setembro quando a vazão do vertedouro chegou a 1,2 mil metros cúbicos por segundo. Ontem, a vazão do vertedouro de Chavantes era de 700 metros cúbicos por segundo e esse volume deve chegar a 900 metros cúbicos por segundo amanhã.
Segundo Costa, a Duke Energy estáá fazendo o possível para não verter mais áágua do que isso em Chavantes por que além da situação das famílias de Marques dos Reis háá uma preocupação com a histórica ponte pênsil Alves Lima, que fica logo abaixo da barragem entre os municípios de Ribeirão Claro (PR) e Chavantes (SP), e que pode ser danificada se a vazão chegar a 1,8 mil metros cúbicos por segundo.

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