Todas as 297 agências de Curitiba deverão ter portas eletrônicas até o fim deste ano. A previsão é do presidente do Sindicato dos Bancários da Grande Curitiba, Pedro Eugênio Leite, que ontem negociava com alguns bancos a colocação do dispositivo. Segundo Leite, bancos que antes eram resistentes já passam a aceitar a idéia. Atualmente, 70% dos estabelecimentos contam com portas preventivas.
Caso a meta seja atingida, o delegado Ézio Vicente da Silva, chefe do Grupo Especial de Repressão a Roubo a Banco (Gerab), considera que o trabalho da polícia será facilitado. O motivo é que quase todas agências ou postos bancários com porta eletrônica não foram assaltados em Curitiba desde o começo do ano. A única exceção ficou com uma agência da Caixa Econômica, onde os ladrões entraram pela porta dos fundos.
O delegado afirma que as portas inibem os assaltos e insiste que os bancos deviam investir no equipamento. ‘‘Pela lógica dos assaltantes, é evidente que eles vão preferir as agências que não tenham as portas’’, diz Silva. Desde janeiro de 1995 houve 277 assaltos a bancos na Região Metropolitana de Curitiba.
Pedro Eugênio diz que existe na maioria dos bancos disposição em negociar a colocação das portas, com exceção do Bradesco e Unibanco, que contestam a lei que determina o uso deste dispositivo. ‘‘Este problema deverá ser resolvido, para no próximo ano centrar o foco sobre os 300 postos bancários, em que apenas 30% contam com as portas’’, diz.
Para Leite, a melhor forma de implantar as portas nos bancos em todo o Estado é através da pressão dos clientes. ‘‘Eles devem reclamar aos gerentes, mostrando a necessidade de segurança’’, diz. A aposentada Sandra Cordeiro concorda com o presidente do sindicato. ‘‘As portas não atrapalham ninguém e protegem quem trabalha dentro do banco’’, afirma. Mas o escriturário Renato Mendes, que ficou preso na porta eletrônica, diz que as portas não deveriam existir.Marcelo AlmeidaApenas um banco com porta eletrônica foi assaltadoIsrael Reinstein
e James Alberti

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