‘‘A linha política do movimento (MST) é que todas as áreas que forem de banco e principalmente do Banco do Brasil são alvo do movimento dos sem-terra. Para que banco quer terra?’’ Essa foi a justificativa dada ontem à Folha por um dos coordenadores do MST na região Norte, José Damasceno, para a invasão da fazenda São Marcos, no município de Primeiro de Maio. A área só tem 58 alqueires.
Segundo informações obtidas pelo MST, que resultaram na escolha da área para ocupação, a fazenda São Marcos está em processo de liquidação extrajudicial por causa de uma dívida ‘herdada’ pelo Citybank da Contact Financiamentos, de Assis (SP). A gerência do Citybank em Curitiba, ouvida pela Folha, evitou comentar a situação da propriedade.
O líder do MST negou que tenha ocorrido qualquer ato violento na ocupação. ‘‘Pelo que é do nosso conhecimento, não houve nenhuma violência.’’ As 30 famílias que montaram acampamento na São Marcos estavam alojadas provisoriamente na Fazenda Ingá, em Alvorada do Sul, aguardando a escolha de um área para ocupação na região.
O acampamento provisório da Ingá, que segundo o MST chegou a ter 1.200 famílias, hoje estão distribuídas em oito áreas da região: fazendas Jacutinga (Porecatu), Floresta (Florestópolis), Nossa Senhora Aparecida (Alvorada do Sul), Santa Maria (1º de Maio), Guadalupe (Tamarana), Fazenda Luz (Faxinal), Santa Maria (Tamarana) e RR (Ortigueira).

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