O urbenauta Eduardo Fenianos apurou em sua expedição de 100 dias, no final do ano passado, que a situação dos rios de Curitiba é crítica e exige cuidados. Ele navegou por 216 quilômetros dos rios Passaúna, Barigui, Atuba, Iguaçu e Belém, quando foram coletadas amostras de água em diversos pontos.
A análise das amostras mostrou que o Rio Passaúna é o que está em melhor condição. Já o Barigui foi considerado como um rio seriamente poluído, mas que possui pontos que começam a se recuperar. ‘‘Sobretudo nos locais em que não existe a presença do homem, entre os bairros Taboão e São João, dá para perceber a existência de aves e peixes no rio.’’ O Rio Atuba é classificado como poluído, que por possuir corredeiras, é mais fácil de ser recuperado. O Iguaçu, também é considerado poluído, principalmente depois de receber as águas do Rio Belém, o pior de todos. ‘‘O Rio Belém hoje está morto e só é utilizado para o escoamento do esgoto da cidade’’, disse.
O trabalho foi encaminhado à Secretaria Estadual de Meio Ambiente no dia 24 de outubro de 1997, também no Dia do Rio. ‘‘Agora, um ano depois de entregar o material vou voltar até lá para ver se criaram algum projeto para melhorar a situação’’, avisou Fenianos.
Enquanto o panorama não muda, quem quiser beber água pura, direto da fonte, vai ter que fazer como Jaqueline de Oliveira e percorrer 20 quilômetros do Centro de Curitiba até a Estrada do Juruqui. Ela não resistiu e ao ver a beleza de um olho d’água e experimentou a mais pura água cristalina. ‘‘Nunca tinha feito isto antes’’, contou feliz.(G.V.)

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