Mesmo com o crescimento de Curitiba, a população não precisa se preocupar com o lixo pelo menos pelos próximos três anos. A garantia é da Secretaria Municipal do Meio Ambiente. De acordo com o órgão da prefeitura, até o ano 2001, o Aterro da Cachimba terá plenas condições de acomodar todo o lixo produzido na cidade. Até lá a prefeitura promete a conclusão do Aterro Norte, no município vizinho de Rio Branco do Sul.
‘‘O Aterro Norte é uma área que já tem projeto e uma vida útil prevista para 35 anos’’, explica o Secretario Municipal de Meio Ambiente, Sérgio Galante Tocchio.‘‘Só depende mesmo de recursos para ficar pronto. E isso é a Comec que está estudando, para ver como os município envolvidos vão colaborar’’. Segundo o secretário, a perspectiva, desde o momento em que forem aprovados os recursos, é de que o novo aterro seja implantado dentro do prazo de um ano, distanciando o perigo de uma exaustão do Aterro da Cachimba.
Ao todo deverão ser investidos R$ 12 milhões, um investimento considerado pequeno pela secretaria, quando se tem em vista a vida útil do novo aterro. ‘‘O aterro antigo foi projetado para atender só a região de Curitiba e era para durar no máximo dez anos. O que conseguimos foi prolongar o tempo, com os projetos de reciclagem. Mas a construção do novo tem que acontecer porque não dá para pensar em improvisar quando se tem 2,5 toneladas de lixo sendo produzidas por dia’’.
De novembro de 89 a março deste ano já entraram no Cachimba 3.794.633 toneladas de lixo. Essa entrada, segundo o diretor do Departamento de Limpeza Pública da Secretaria, Nelson Xavier Paes, é toda programada e controlada para evitar o desgaste da capacidade do aterro atual. ‘‘Podemos dizer que Curitiba está tratando do seu lixo da forma como ele deve ser tratato’’, comenta Paes. ‘‘Todos os dias, o lixo transportado para lá é coberto e o processo é controlado 24 horas por um departamento de engenharia’’.
O mesmo cuidado, segundo o diretor, é tomado com o lixo tóxico, vedete do sistema de coleta neste ano. Hoje, todo o lixo recolhido nos terminais de ônibus e ruas da cidadania, é levado diretamente para a Central de Tratamento de Resíduos Industriais, na Cidade Industrial de Curitiba. ‘‘Antes a população não sabia o que fazer com coisas como os remédios vencidos’’, compara Paes. ‘‘Hoje ele é capsulado com massa de concreto e vai para valas onde há todo um controle de segurança. Até o Cefet está envolvido no processo, retirando o mercúrio das lâmpadas fluorescentes’’.
O trabalho, assume o diretor, é caro, mas eficiente. ‘‘O que nós não queremos é que as pessoas não tenham opção de onde jogar o lixo tóxico, ou perigoso, como chamamos’’, explica.
Quanto à reciclagem, Paes cita três aspectos: um, de caráter social, com a venda do material resgatado; outro, econômico, com o aumentou de três anos da capacidade do Aterro da Cachimba; e um terceiro, ao impedir a derrubada de novas árvores.

mockup