TJ vai apoiar solidariedade comunitária
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sexta-feira, 21 de novembro de 1997
Curitiba 
Kraw PenasOrientaçãoEdgard Fernando Barbosa, juiz de direito auxiliar da presidência do Tribunal de Justiça: Descobrimos que havia uma solidariedade latente na comunidade e resolvemos criar esse serviço. Muita gente vinha até os órgãos judiciários para se oferecer como voluntário no trabalho de assistência a crianças e jovens, mas não havia um órgão específico que encaminhasse essas pessoas a um local adequadoO Tribunal de Justiça (TJ) vai lançar no dia 1º de dezembro um novo serviço na área de atendimento à infância e à juventude de Curitiba. O Programa de Ação Comunitária Total (Pacto) vai cadastrar entidades que necessitem de assistência social e de voluntários (pessoas e empresas) interessados em trabalhar em creches, orfanatos e outros estabelecimentos de assistência.
Uma equipe de funcionários e estagiários vai trabalhar na triagem e cadastramento dos interessados, em um departamento anexo às Varas da Infância e da Juventude, na Rua Marechal Floriano Peixoto. A supervisão do serviço será feita por juízes e promotores de Justiça.
Descobrimos que havia uma solidariedade latente na comunidade e resolvemos criar esse serviço. Muita gente vinha até os órgãos judiciários para se oferecer como voluntário no trabalho de assistência a crianças e jovens, mas não havia um órgão específico que encaminhasse essas pessoas a um local adequado, observa Edgard Fernando Barbosa, juiz de direito auxiliar da presidência do Tribunal de Justiça.
Para formar a equipe que irá trabalhar no programa, o TJ pretende fazer convênios de cooperação com universidades para contratar estagiários dos cursos de Serviço Social, Psicologia, Direito e Informática.
O Programa de Ação Comunitária Total vai funcionar inicialmente em Curitiba, mas poderá ser estendido a outros municípios se houver boa receptividade.
O serviço vai ser criado por meio de Decreto Judiciário, assinado pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Henrique Lenz César. A idéia de criar o programa partiu da Corregedoria Geral da Justiça do Paraná, que formou uma comissão para estudar a proposta. Vamos atuar como intermediários entre as entidades de assistência e os voluntários interessados em prestar auxílio a crianças e jovens, explica o juiz auxiliar do TJ.
O Pacto também terá a participação do governo estadual, através da Secretaria da Criança e Assuntos da Família, e da Prefeitura de Curitiba, através da Secretaria Municipal da Criança e Fundação de Ação Social).


