TJ suspende liminar sobre nova ala do HU
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2003
Marta Medeiros<br>Equipe da Folha 
Maringá A decisão do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná em suspender a liminar do juiz Sá Ravagnani, de Maringá, que obrigava o funcionamento da nova ala do Hospital Universitário (HU) em 30 dias deixou sem garantia os pacientes à espera de vagas em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Construída há quase dois anos, a nova ala tem o objetivo de abrigar 10 leitos de UTIs adulto e pediátrico.
O Ministério Público, responsável pela ação, ainda não definiu se irá recorrer da decisão do TJ, que atendeu um pedido do governo do Estado. A previsão da direção do HU é que a nova ala entre em funcionamento no início de março, ''independentemente das ações judiciais''. O hospital tenta agilizar a instalação dos equipamentos e móveis e também espera pela pavimentação da via de acesso ao local. As obras estão sendo realizadas pela prefeitura, mas as chuvas dos últimos dias têm prejudicado o andamento dos trabalhos.
A direção do HU sempre enfrentou dificuldades para colocar em funcionamento a nova ala porque não tem recursos para contratar pessoal especializado em UTIs. São necessários 87 novos funcionários. Apesar de diversos ofícios reivindicando a abertura de concurso, o governo nunca viabilizou convênios por meio da Universidade Estadual de Maringá.
Por causa desta situação, o MP entrou no final do ano passado com uma ação obrigando o funcionamento da nova ala. A promotoria considera um desrespeito constitucional a falta de ações do Estado para melhora do sistema de saúde. No ano passado, a imprensa registrou mortes de pacientes, principalmente bebês, por causa da falta de vagas em UTIs.


