TJ quer solução para obra abandonada até o fim do ano
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domingo, 03 de setembro de 2000
Dimitri do Valle De Curitiba 
O presidente do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, desembargador Sydney Zappa, disse que o destino das obras inacabadas do Fórum de Curitiba vai ser definido até o final deste ano. Por meio da assessoria de imprensa, Zappa afirmou que acredita numa saída para o problema. O desembargador não detalhou se pretende defender a implosão da estrutura de concreto, abandonada há nove anos, ou retomar a construção.
Iniciada há 17 anos, a construção do prédio, de 12 andares e 64 mil metros quadrados, foi paralisada em 1991, devido à constatação de que haviam falhas estruturais na obra. Já foram gastos R$ 14 milhões de recursos do Estado. Segundo técnicos, a conclusão do prédio consumiria outros R$ 36 milhões. A construtora Coteli, responsável pela obra, hoje processa o governo estadual na Justiça, tentando receber parte do pagamento do trabalho que realizou.
Sobre a proposta de usar recursos do Fundo de Reequipamento do Judiciário (Funrejus) no Fórum, o presidente do TJ preferiu descartar a idéia, apresentada pelo líder do PMDB na Assembléia Legislativa, deputado Nereu Moura, em entrevista à Folha na semana passada. Zappa disse que os recursos do fundo são usados na informatização das comarcas. Esta é a nossa prioridade.
O presidente do TJ afirmou que, para se mexer nos recursos do Funrejus é necessário um detalhado plano de aplicação, seguido de apresentação de balanço no Tribunal de Contas do Estado. O desembargador disse que o Fórum também é problema do governo do Estado, que teria condições de financiar um eventual reinício da construção do prédio.
Zappa informou que vem conversando com representantes da Prefeitura de Curitiba e da Secretaria de Obras, e com o governador Jaime Lerner (PFL) para definir se a obra é viável ou não.


