O presidente do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, desembargador Sydney Zappa, disse que o destino das obras inacabadas do Fórum de Curitiba vai ser definido até o final deste ano. Por meio da assessoria de imprensa, Zappa afirmou que acredita numa saída para o problema. O desembargador não detalhou se pretende defender a implosão da estrutura de concreto, abandonada há nove anos, ou retomar a construção.
Iniciada há 17 anos, a construção do prédio, de 12 andares e 64 mil metros quadrados, foi paralisada em 1991, devido à constatação de que haviam falhas estruturais na obra. Já foram gastos R$ 14 milhões de recursos do Estado. Segundo técnicos, a conclusão do prédio consumiria outros R$ 36 milhões. A construtora Coteli, responsável pela obra, hoje processa o governo estadual na Justiça, tentando receber parte do pagamento do trabalho que realizou.
Sobre a proposta de usar recursos do Fundo de Reequipamento do Judiciário (Funrejus) no Fórum, o presidente do TJ preferiu descartar a idéia, apresentada pelo líder do PMDB na Assembléia Legislativa, deputado Nereu Moura, em entrevista à Folha na semana passada. Zappa disse que os recursos do fundo são usados na informatização das comarcas. ‘‘Esta é a nossa prioridade.’’
O presidente do TJ afirmou que, para se mexer nos recursos do Funrejus é necessário ‘‘um detalhado plano de aplicação’’, seguido de apresentação de balanço no Tribunal de Contas do Estado. O desembargador disse que o Fórum também ‘‘é problema do governo do Estado’’, que teria condições de financiar um eventual reinício da construção do prédio.
Zappa informou que vem conversando com representantes da Prefeitura de Curitiba e da Secretaria de Obras, e com o governador Jaime Lerner (PFL) para definir se a obra é viável ou não.

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