O presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, Sydney Zappa, quer uma definição sobre o Fórum de Curitiba até o final desse ano. Seja nas instalações das obras inacabadas e abandonadas há 17 anos no Centro Cívico ou em outro local, o Judiciário precisa de um Fórum na Capital.
Os valores gastos não são divulgados, mas atualmente 10 imóveis são alugados para abrigar órgãos da Justiça em Curitiba: Departamento de Obras, Centro de Processamento de Dados, Fórum Criminal, Juizados Especiais, Varas de Família, Vara de Execuções Penais, Vara de Trânsito e estacionamento do Centro de Transportes.
O governador Jaime Lerner (PFL) disse à Folha na semana passada que vai procurar o presidente do Tribunal de Justiça para definir a destinação da obra inacabada do Fórum – compromisso que assumiu no início de seu primeiro mandato há seis anos.
Sydney Zappa prefere não dar entrevista sobre o assunto, mas disse através da assessoria que não precisa ser procurado por Lerner porque tem mantido negociações sobre o caso desde que assumiu a presidência do Tribunal de Justiça há quase dois anos. A solução para o caso foi um de seus compromissos na posse. Ele encerra o mandato no final do ano. ‘‘Quem construiu foi o Estado e o Tribunal tem o maior interesse em resolver a questão o quanto antes’’, disse.
Na Secretaria de Obras do Estado, a informação é que apenas o TJ tem condições de pôr fim à polêmica, já que o tribunal é o dono do prédio. Mas segundo a assessoria do TJ, o destino do prédio depende do Poder Executivo, que é quem arrecada, pois o Judiciário não tem verbas para isso. Sobre a possibilidade de implosão do esqueleto, o Judiciário prefere não se posicionar enquanto não houver laudos que condenem a construção.
A construção do Fórum de Curitiba já consumiu R$ 14 milhões e precisaria de pelo menos mais R$ 36 milhões para ser finalizada.

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