James Alberti
De Curitiba
O Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná julga hoje, às 13h30, os recursos que pedem um novo julgamento para os policiais Airton Adonsk Júnior e Reinaldo Siduovsk, acusados de participar do assassinato do estudante Rafael Zanella, 20 anos. Adonsk e Siduovsk foram condenados a 21 anos e 39 anos de prisão, respectivamente.
O estudante foi morto com um tiro na cabeça em uma tentativa de extorsão em uma suposta blitz, no dia 28 de maio de 1997. O argumento dos advogados de defesa é que o julgamento não foi em conformidade com as provas e que a pena é muito elevada.
A mãe de Rafael, Elisabetha Zanella disse ontem que não acredita que os três desembargados do TJ dêem parecer favorável ao recursos. ‘‘Se isso ocorrer será um novo desgaste para a gente’’, afirmou. Para ela, os acusados seriam novamente condenados em outro julgamento.
A expectativa de Elisabetha é a mesma do advogado da família, Júlio Militão da Silva. Ao contrário do que alega a defesa, para Militão a decisão do júri foi acertada. ‘‘No meu entendimento o julgamento foi correto. Sou pela manutenção da sentença’’, disse.
Além de Adonsk e Siduovsk, outras sete pessoas são acusadas do crime. Duas delas não são policiais, mas mesmo assim participavam da suposta blitz. Uma destas é funcionário público estadual Almiro Deni Schmidt, que efetuou o disparo fatal. Conforme Elisabetha, Schmidt deve ser julgado em outubro deste ano. O advogado de defesa Cláudio Delladone não foi encontrado pela Folha nem retornou ligação telefônica.

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