TJ nega habeas corpus de envolvido em roubo de cargas
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sexta-feira, 04 de outubro de 2002
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba O Tribunal de Justiça negou o pedido de habeas corpus do delegado Armando Marques Garcia, que está preso desde sexta-feira da semana passada na Custódia Especial da Polícia Civil, em Curitiba, sob acusação de facilitar ação de uma quadrilha de roubo de cargas, mediante pagamento de propina. O desembargador Darcy Nasser de Melo, em seu despacho, afirmou não haver elementos para cassar o decreto de prisão.
O advogado de Garcia, Luiz Antônio Figueiredo Bastos, disse que vai ajuizar recurso, na segunda-feira, na tentativa de reverter a decisão. Ele também pretende usar a gravação de uma entrevista em que Mário Fogassa, suposto líder da quadrilha de roubo de cargas, inocenta Garcia e a delegada Margareth Mattos das acusações, para convencer a Justiça de Rio Negro a rever a prisão preventiva dos policiais. O superintendente da Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas, Hélcio Piasseta, também está preso.
O advogado que representa Mário Fogassa ainda foragido , José Lagana, disse que soube pela imprensa que seu cliente não estaria disposto a se entregar. Lagana deve ingressar com pedido de habeas corpus na próxima semana. O advogado disse que vai requerer à Justiça que a documentação apreendida pela Promotoria de Investigações Criminais (PIC) na casa de Fogassa seja juntada aos autos do processo.
O advogado do deputado estadual Carlos Simões (PTB), Elias Mattar Assad, protocolou, ontem, no TJ pedido de nulidade das investigações e diligências realizadas nas chácaras de propriedade do deputado. Ao cumprir mandado de busca, o Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gerco) vinculado à PIC , apreendeu armas que pertenceriam a Simões. O deputado também é citado na ação do MP sobre a quadrilha de roubo de cargas. Assad argumenta que, pela lei, parlamentares tem ''privilégio de foro'', ou seja, apenas o TJ poderia investigá-lo.


