Por unanimidade de votos, a 1 Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ), em Curitiba, garantiu a liberdade do ex-diretor da Cipasa Ibrain José Barbino, 56 anos. Ele é réu confesso do assassinato do empresário Ciro Frare, 67 anos, no dia 24 de junho, no interior da concessionária. A vítima era proprietária da empresa.
Ao negar o recurso do Ministério Público (MP) ontem, à tarde, os três desembargadores entenderam que nos autos não há motivos que possam autorizar a decretação da prisão do acusado ''apesar da gravidade do fato, do clamor público e da repercussão social, que não se pode confundir com garantia da ordem pública'' como destacou o relator, desembargador Gil Trotta Telles. A acusação deve recorrer nos próximos dias junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília.
A decisão vem de encontro com a da 1 Vara Criminal de Londrina, que negou três pedidos de prisão contra Barbino. Ontem à tarde, na 1 Vara Criminal, sete testemunhas de acusação foram ouvidas pelo juiz João Clève Machado. A acusação dispensou o depoimento do filho do empresário, Alexandre Frare, de Curitiba, que seria a oitava testemunha.
''O Alexandre não veio por medo. Ele não se sente seguro em Londrina e então desistimos de sua oitiva para adiantar a instrução do processo, podendo ser ouvido no dia do julgamento'', afirmou a assistência de acusação, o advogado Walter Bittar. Ele acrescentou que as testemunhas contestaram a versão dada pelo acusado de que ouve discussão entre ele e Frare.
A promotora da 1 Vara Criminal, Susana Feitosa de Lacerda, limitou-se a dizer que faz uma avaliação negativa sobre a decisão do TJ. ''Infelizmente esse recurso por mim impetrado demorou muito para ser julgado'', destacou.
O advogado de defesa, Antonio Amaral, comemorou a decisão dos desembargadores. ''Agora, o Barbino, que até o dia de hoje não tinha deixado a sua casa, apreensivo com a decisão sobre a sua liberdade, poderá continuar o curso de sua vida, voltando a trabalhar para sustentar a sua família'', afirmou Amaral.

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