Curitiba - A 5 Câmara Cível do Tribunal de Justiça acolheu, ontem à tarde, por maioria de votos, o apelo de Wellington Bertolin, de sua mulher Maris Stela e de seus filhos Wellington Júnior e Augusto, e condenou o Banco do Brasil a indenizar a família do ex-gerente da Agência Comendador Araújo, em Curitiba.
No dia 8 de julho de 1997, quando chegava em casa com a família, Bertolin foi interceptado por três assaltantes. Sua mulher e filhos foram levados para Fazenda Rio Grande e ameaçados. Os bandidos exigiram que o ex-funcionário abrisse o cofre da agência e disseram que os familiares seriam mortos se o pedido não fosse atendido.
Como o cofre tinha fechadura eletrônica e só abriria dali a três dias, Bertolin foi liberado. O banco suspeitou que o ex-gerente era co-autor da tentativa de assalto e abriu inquérito administrativo para averiguar o fato. Mais tarde, ficou provado que quem era integrante da quadrilha era o vigilante da agência.
Bertolin teve seu sigilo bancário quebrado, foi induzido a aderir a um plano de demissão voluntária do banco, teve que vender sua casa por um preço abaixo de mercado por sofrer ameaças dos bandidos e chegou até mesmo a tentar suicídio.
O relator do processo, desembargador Domingos Ramina, manteve a sentença do juiz, mas os desembargadores Antônio Gomes da Silva e Luiz Cézar de Oliveira entenderam que a responsabilidade civil do Banco do Brasil decorre do risco da atividade e fixaram a indenização no valor equivalente a 500 salários mínimos para Bertolin e 200 salários mínimos para cada um dos seus familiares, totalizando 1.100 salários mínimos.

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