TJ anula julgamento de Paraíba
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quinta-feira, 04 de setembro de 1997
Sid Sauer Campo Mourão 
O Tribunal de Justiça do Paraná anulou o julgamento de Admílson de Souza Pereira, o Paraíba, que é acusado de ter matado em junho de 1995 a comerciante Neuzely Farias, durante atentado contra o então prefeito de Goioerê, José Paulo Novaes (PDT). Com a decisão, Paraíba vai a novo júri.
A data do novo julgamento ainda não foi definida, mas pode acontecer já no mês que vem. No primeiro júri, em fevereiro, ele foi condenado a 18 anos e 2 meses de prisão em regime fechado.
A anulação foi pedida pelo advogado José Borges dos Santos. Ele argumentou que a sentenção tinha erro na redação da ata, que não constava a tese da defesa, erro na formulação dos quesitos e erro no mérito da sentença. Acredito que a pena possa ser reduzida no novo júri, disse o advogado. Ele promete usar a mesma tese de defesa, argumentando que Paraíba agiu coagido e que tem problemas mentais por ser epilético.
Só isso já pode reduzir a pena. Na semana passada, Santos conseguiu no TJ a redução de 27 para 20 anos de prisão na pena dada ao ex-servidor municipal Paulo Corrêa de Mello. Ele foi acusado de matar a enteada Franciele de Oliveira, 14, em 94.
Paraíba era chefe do almoxarifado da prefeitura de Goioerê quando foi acusado pelos tiros disparados num atentado contra Novaes, em junho de 95. O então prefeito ficou apenas ferido, mas Neuzely morreu.
Dos outros três acusados de participação no crime, dois - Ronaldo Wilson Hernandes e Fábio Henrique Affonso - também já foram julgados. Hernandes foi condenado a 14 anos de prisão e Affonso absolvido. O terceiro acusado, o então vereador Edilaldo Machado da Cruz, continua foragido. Ele é acusado de ser o mandante do crime, mas a versão é contestada pelo próprio Paraíba. Ele disse que tentou matar Novaes porque vinha sendo humilhado por ele pelo ex-prefeito.


