Maringá - O desembargador da 1 Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, Moacyr Guimarães, analisa hoje o pedido de liminar do habeas corpus pedido pelo advogado Walter Bittar em favor do empresário Hélcio Celso Marroni, de Londrina. Marroni está preso na 9Subdivisão Policial de Maringá desde segunda-feira, apontado como o dono da arma utilizada no assassinato do médico cardiologista Francisco de Assis Coimbra Júnior.
Bittar disse ontem que o seu cliente está sendo usado como ''bode expiatório'' pelo crime que desde 1998 não conseguiu ser desvendado pela Polícia Civil de Maringá. O médico cardiologista foi morto em julho de 1998 e só este ano a polícia avançou nas investigações.
O advogado afirmou que está orientando o empresário a não falar com os delegados. Bittar disse que hoje deve vir a Maringá porque desde terça-feira está em Curitiba tentando a análise da liminar. ''Estão forçando o meu cliente a confessar um crime que não cometeu e não deixo falar com a polícia sem a minha presença porque não sei o que fariam com ele (Marroni) se estivesse sozinho'', afirmou o advogado.
Para o delegado responsável pelo inquérito, Nilson Rodrigues, o silêncio do empresário emperra as investigações. Rodrigues pretende pedir a preventiva caso o empresário insista em não falar. Mesmo assim, só deve marcar o interrogatório para a próxima semana.
A prisão provisória do empresário de Londrina foi pedida com base no laudo de balística que apontou como sendo a pistola 765 de sua propriedade a utilizada no crime. Além de Marroni, a polícia prendeu Euclides Barbosa e Claudionor Ferreira Barbosa.

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