Tiroteio termina com um ferido e dois detidos
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terça-feira, 10 de agosto de 2004
Luciano Augusto<br>Reportagem Local 
Uma suposta troca de tiros no Jardim San Rafael (Zona Leste de Londrina) terminou com o saldo de um ferido, dois detidos e quatro armas apreendidas. O chamado à Polícia Militar (PM) aconteceu logo após as 13 horas e em poucos minutos a favela foi fechada.
De acordo com informações de policiais do Pelotão de Choque, um rapaz que disse se chamar Douglas Carlos de Souza, 22 anos estaria em um telefone público na entrada do bairro quando foi atingido por um tiro na coxa direita. A vítima correu até conseguir se refugiar em um barraco.
Souza foi atendido pelo Siate e encaminhado até o pronto-socorro da Santa Casa. No hospital, ele recebeu atendimento e foi liberado poucos horas depois.
Em diligências na favela, os policiais militares detiveram Márcio Wesley Pires dos Santos, de 18 anos. Enquanto tentava fugir da polícia, ele teria escondido quatro armas em cima de um telhado de um barraco. Foram apreendidos quatro revólveres, sendo um calibre 635 de uso exclusivo das Forças Armadas , um calibre 365, um calibre 38 e outro calibre 32.
Todas as armas continham a numeração de série intacta e estavam carregadas. Santos negou a posse do armamento.
A advogada Mônica Montans Zamarian, 42 anos, e um suposto estagiário seu, Cláudio Henrique Maroti Oliver, de 38 anos, que segundo informações colhidas no local atuariam na defesa de Santos, chegaram ao local antes mesmo do Siate. Eles acabaram discutindo com os policiais porque teriam se negado a deixar que os veículos que usavam, um Renault Scénic e um Kadett, fossem revistados.
Oliver acabou sendo detido por desacato e porque teria se identificado como advogado. O Kadett foi rebocado, segundo a PM, porque estava com impostos desse ano atrasados.
A ocorrência foi encaminhada para o 2º Distrito Policial (DP) e até o final da tarde o flagrante ainda não havia sido concluído. Como o delegado titular da delegacia, Antônio do Carmo, estava de folga ontem, quem estava colhendo os depoimentos era o delegado-adjunto da 10 Subdivisão Policial (SDP), Márcio Vinícius Amaro.


