Após perícia realizada ontem à tarde na empresa de fiação Bratac, zona oeste de Londrina, investigadores e peritos da Polícia Civil chegaram à conclusão de que o tiro que matou o auxiliar de produção Damião dos Santos Ramos, 27 anos, veio da favela Pantanal. O empregado foi atingido no abdômen por uma bala perdida num tiroteio na última segunda-feira, enquanto trabalhava na Bratac, sobre uma passarela entre a favela e o Jardim Nossa Senhora da Paz.
Segundo o delegado Márcio Amaro, que esteve no local, Ramos estava repassando sacos de casulos do depósito para um setor de produção, através de uma esteira. A passarela é mais próxima do Jardim Nossa Senhora da Paz e, por já conhecer as brigas de gangues da região, a empresa protegeu aquele lado com chapas de aço. ''Essas chapas não tinham marcas de transfixação por bala, o que descarta a hipótese de que o tiro tenha vindo do Nossa Senhora da Paz'', conta Amaro.
Ainda segundo a análise, a parte da passarela que fica exposta à Pantanal não possui proteção por chapas, visto que a distância em relação à favela é muito grande em torno de uns 700 metros.
De acordo com Amaro, o tiro veio de cima para baixo, e da esquerda para a direita, o que indica que a bala foi disparada por alguém posicionado sobre o telhado de uma das casas da Pantanal. A arma seria uma espingarda. ''A hipótese é de que o alvo era um grupo de pessoas numa escadaria no Nossa Senhora da Paz, no lado oposto'', afirma o delegado. Na terça-feira, a polícia deteve três suspeitos de participação no tiroteio. No início da noite de ontem, foi detido mais um, morador da Pantanal.

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