Tiradentes é celebrado com discursos sobre segurança
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 21 de abril de 2009
Thiago Alonso<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Os clarins da banda militar, os uniformes impecáveis, homens enfileirados em uma marcha seca, os discursos no palanque, um público pequeno, mas atento. Esses elementos marcaram a solenidade de comemoração ao dia de Tiradentes em Curitiba, realizada na manhã fria de ontem na praça que leva o nome do homem tido como herói nacional. O evento que relembrou os feitos de Joaquim José da Silva Xavier teve participação de autoridades do governo e das polícias Civil e Militar, que têm Tiradentes como patrono.
Dezenas de pessoas enfrentaram o vento gelado para acompanhar os discursos, que relembraram os feitos do personagem histórico. O comandante-geral da Polícia Militar (PM), coronel Anselmo José de Oliveira, destacou a importância de se reverenciar a figura de
Tiradentes e lembrou os esforços da polícia para seguir os ideais do patrono da corporação e os resultados da ação policial nas ruas. "Nós nos esforçamos para fazer a proteção do cidadão. Só no primeiro trimestre, houve redução de homicídios em quase todos os municípios do Paraná", assegurou Oliveira.
O secretário de Estado de Segurança Pública, Luiz Fernando
Delazari, também, lembrou os ideais de luta, conquista e vitória de Tiradentes. Delazari disse ainda que em questão de segurança pública não se pode comemorar e sim continuar o trabalho. O secretário reforçou o discurso do comandante-geral da PM e afirmou que a polícia está agindo cada vez mais no combate de crimes como o tráfico de drogas. "A polícia realiza 130 prisões por dia no Paraná. O Estado é privilegiado em relação a outros da federação", destacou Delazari.
Além da fala de autoridades, um desfile de policiais ao som de clarins, trombones e trompetes chamou a atenção de quem passou na Praça Tiradentes. Na estátua que simboliza a luta de Joaquim José da Silva Xavier pela independência nacional foi depositada uma coroa de flores. O gesto foi uma homenagem ao herói que participou do movimento da Inconfidência Mireira.
Além de revolucionário,
Tiradentes foi dentista e alferes da polícia de Minas Gerais. Enforcado em 1792, o sonho de liberdade de Tiradentes só foi concretizado 30 anos após a sua morte, na proclamação da independência de 1822.


