Emerson Cervi
De Curitiba
Enquanto os cariocas discutem os possíveis danos morais e sociais do topless na praia, atrapalhando o crescimento da indústria do turismo no Brasil, um cidadão curitibano parecia não estar muito preocupado com esse tipo de assunto ontem de manhã. A ‘‘conservadora’’ capital do Paraná presenciou o desfile da nudez de um cidadão aparentando 30 anos. Depois de dormir por horas em uma calçada da esquina das ruas 24 de Maio e Almirante Gonçalves, no bairro Rebouças, o cidadão – que não quis dizer o nome – resolveu tomar um banho. Por volta do meio-dia ele se despiu na calçada mesmo, colocou a toalha no ombro e com um sabonete na mão saiu à procura de um chuveiro. Para espanto dos pedestres e motoristas que passavam pelo local. Se policiais militares não tivessem sido acionados para interromper o asseio pessoal do cidadão, provavelmente ele teria se banhado no chafariz da primeira praça que encontrasse. Não se sabe de onde o ‘peladão’, que é deficiente mental, saiu. Mas a polícia o levou para o hospital psquiátrico Bom Retiro, onde ele finalmente pôde tomar banho sem ser incomodado. O lado positivo de toda esse história é que ao contrário dos cariocas, os policiais curitibanos não foram violentos para deter o nudismo público.

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