Tipo de violência pode variar conforme bairro
Tipo de violência pode
variar conforme bairro
Os furtos em residência são mais comuns nos bairros do Água Verde e Sítio Cercado. Já os homicídios, tráfico de drogas acontecem em regiões como Cajuru, Vila Trindade e Cidade Indústrial de Curitiba. Estas são algumas das informações obtidas no Sistema de Controle Operacional (Siscop) da Polícia Militar.
A polícia sabe os registros de cada um delitos ocorridos na cidade, situando exatamente em regiões, bairros e ruas, afirma o coronel Justino de Sampaio Filho. Segundo ele, essas informações têm servido para otimizar o trabalho da PM no combate ao crime. No entanto, ele admite que é impossível zerar o impacto da violência no município. Um dos motivos é que a corporação tem 4 mil homens, quando o estabelecido como parâmetro, estipulado por lei em 1982, é de 5.700.
A cidade cresceu muito mais que a corporação. Por isso, a tecnologia é importante, para poder trabalhar melhor com o pessoal, afirma Sampaio. Antes de implantar o Siscop, em agosto passado, a distribuição de policial era igual nas quatros regiões da cidade. Agora, é mais flexível, sendo espalhadas conforme quantidade de delitos por bairros ou em estabelecimentos comerciais, afirma.
Recentemente, por causa do aumento da criminalidade no Tatuaquara, um convênio entre a PM e o município foi firmado para construção de um batalhão. Outros três estão sendo projetados para bairros, em que o crescimento populacional aponta uma grande expansão. Também a instalação de futuros totens deve seguir estes mesmos parâmetros. Existem atualmente 300 solicitações para a instalação de totens.
O coordenador da seção de Planejamento da PM, capitão Roberson Luiz Bondaruk, afirma que apesar de ajudar a reduzir crimes, o sistema precisaria de uma participação mais efetiva da população. No ano passado, quando o assalto de ônibus atingiu a 491 ao mês, o crime somente diminuiu quando os proprietários de empresas de ônibus passaram a denunciar todas as ocorrências, afirma.
Outra situação semelhante aconteceu com os moradores do Butiatuvinha. Eles tinham vergonha de falar, que moravam nesse bairro, apresentando-se como moradores de Santa Felicidade, diz. O resultado é que a PM reforçou policiamento em Santa Felicidade, que teve se descolocar para o Butiatuvinha, após descoberto o engano.





