A cena é bastante incomum aos olhos de qualquer pessoa. O que estaria fazendo um vaso sanitário no meio da Rua Valdir de Azevedo, no Conjunto Parigot de Souza 2 (zona norte de Londrina). Foi a maneira que os moradores encontraram de protestar e chamar a atenção das autoridades responsáveis.
Diante de uma situação evidente de necessidade de reparos imediatos, fica a dúvida: será que precisava? "É uma brincadeira séria. Olha a situação que está a nossa rua, só buraco para todo lado", critica o taxista Miguel Campos. "Eu teria vergonha de mostrar a um parente de fora. Eu queria que os nossos governantes sentissem o mesmo, vergonha de falar que a sua cidade tem uma rua como essa aqui", esbravejou.
O taxista mora na Rua Maria Gama da Silva, que cruza a Valdir de Azevedo, por onde ele passa todos os dias. E já está cansado de tanto descaso. Segundo ele, a via está em péssima situação há mais de um ano, mas a coisa piorou depois das chuvas de janeiro passado, que devastou muitos pontos da cidade. Por lá, a reportagem da FOLHA contou ao menos quatro grandes buracos ao longo da rua. Em um deles, onde o vaso sanitário foi colocado, o asfalto afundou, formando uma enorme "panela". Há um cavalete indicando o problema, ao lado de uma outra placa metálica, além de muito lixo.
"Está muito perigoso. Aqui ainda passa bastante caminhão e a situação só piora. Precisava consertar o quanto antes. É uma rua importante do bairro, por onde passa bastante gente", reforçou o zelador Flávio Lauzimar, que trabalha em uma igreja localizada na Valdir de Azevedo. "A Prefeitura já sabe que está assim, falta agora vir arrumar. Tinha que dar uma prioridade", cobrou.
O secretário de Obras, Walmir Matos, prometeu mandar uma equipe ao local para averiguar a situação. "Vamos avaliar e dentro das possibilidades vamos colocar em nossa programação. A preocupação existe, mas os problemas aumentaram e continuamos com o mesmo poder de fogo", justificou. "Estamos trabalhando diuturnamente recuperando ruas. A situação é difícil. Há casos em que não é só o recape, e temos que priorizar ruas principais, com transporte coletivo e fluxo intenso de trânsito", acrescentou.

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