Tigre investiga possível sequestro em Umuarama
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sexta-feira, 16 de janeiro de 1998
Vânia Moreira 
Policiais do Grupo Tigre (operações especiais da Polícia do Paraná) chegaram ontem em Umuarama para investigar o possível sequestro do construtor autônomo Orides Silva, 43 anos. Levado por três assaltantes que invadiram a casa dele na madrugada de terça-feira, o construtor está desaparecido há mais de 72 horas. A polícia, no entanto, tentou manter segredo sobre a presença do Tigre na cidade e os policiais do grupo negaram-se a dar informações para a imprensa.
A polícia e o Corpo de Bombeiros fizeram várias buscas na região, mas não encontraram nada. Se os sequestradores entrassem em contato com a família, pelo menos teríamos certeza de estar diante de um crime de sequestro para pedido de resgate e saberíamos o que fazer. O silêncio e a falta de pistas nos deixam de mãos atadas, disse o delegado. Os ladrões chegaram na casa de Silva por volta das 23 horas de segunda-feira, renderam a mulher e os filhos dele e esperaram até às 2 horas da madrugada de terça-feira, quando o construtor chegou em casa.
O trio fugiu levando Silva, os dois carros da família - uma camionete Pampa e um Santana Quantum - eletrodomésticos, jóias, armas e roupas que encontraram na casa. O Santana foi encontrado abandonado na rodovia entre Umuarama e Xambrê. A polícia acha pouco provável o sequestro com intuito de extorquir a família porque Silva não é rico. A família confirma que não tem dinheiro para pagar resgate.
O delegado Edson Barros acredita no envolvimento de alguma pessoa conhecida da família, devido às informações que os assaltantes possuíam sobre o sequestrado. Pouco antes do assalto, um homem telefonou se identificando como um empregado de Silva e disse que passaria na casa para deixar ferramentas que ele levaria no dia seguinte para Alto Piquiri (42 km a sudoeste de Umuarama), onde estava construindo uma casa. A mulher de Silva foi rendida quando abriu a porta para receber o suposto empregado com as ferramentas.


