Érika Pelegrino
de Londrina
Elas começaram a chegar aos poucos. Algumas logo de manhã, um tanto tímidas. Outras foram se juntando ao grupo que por volta das 13 horas contava com umas 30 fãs do cantor Daniel, que se apresentou ontem durante a Exposição 2000. Um número pouco expressivo de início. No final da tarde, próximo do horário marcado para a chegada de Daniel, a aglomeração já era maior. Cerca de 90 fãs de todas as idades, inclusive crianças, esperavam ansiosas e cansadas pelo seu ídolo.
Depois das 18 horas, quando finalmente o cantor apareceu, elas gritavam e choravam, enquanto ele atirava rosas e retratos. Horas antes, distante do tumulto, uma senhora tentava ver Daniel de perto entrando na sala onde acontecia a entrevista coletiva para a imprensa.
Educadamente ela era ‘‘despachada’’ para o lado de fora. Inconformada voltava a entrar, para na sequência ser convidada a se retirar novamente. Débora Leite de Figueiredo, 75 anos, ‘‘arrasta um bonde’’ por Daniel, como contou Maria Rita Lichti, 21 anos, casada com o neto de Débora.
‘‘Ela estava em casa chorando porque queria ver o Daniel. Foi até fazer unha e cabelo quando eu disse que vinha trazê-la ao hotel’’, contou. Morgana, de dois meses, também acompanhou a bisavó. ‘‘Eu adoro ele (Daniel). É um rapaz muito humilde’’, falava Débora.
A senhora de 75 anos não cabia em si de felicidade quando durante a entrevista coletiva chegou perto de Daniel. Como toda tiete de qualquer idade ela abraçou, beijou, e fez declarações de amor ao seu ídolo. ‘‘Eu te amo Daniel’’, repetia agarrada ao seu pescoço.
O assédio das fãs não incomodou o cantor. ‘‘Graças a Deus conquistamos isso. Este é o reconhecimento de nosso trabalho’’, afirmou. Para as tietes, os poucos segundos em que viram o ídolo de longe valeram as horas de espera embaixo do sol.

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