O clube Thermas de Maringá foi reaberto ao público no final de semana, depois de ficar sete dias interditado pela Vigilância Sanitária por falta de higiene e irregularidades. O lago e os banheiros passaram por uma limpeza e os brinquedos do parque de diversões estão sendo consertados. O clube contratou um técnico para fazer o tratamento da água das 11 piscinas.
Para reabrir suas portas, o Thermas assinou termo de compromisso com a Vigilância Sanitária, prometendo que até a próxima terça-feira todas as irregularidades serão corrigidas. A coordenadora da Vigilância, Maria Teresa Coimbra, disse que por enquanto a diretoria do Thermas está cumprindo a promessa que fez por escrito com o órgão. ‘‘Mas se qualquer dos itens deixar de ser cumprido, o clube será fechado novamente’’, alertou.
Segundo Maria Tereza, a intenção do clube é transformar o lago existente no local em um pesque-pague. A diretoria do Thermas confirma que vai pedir autorização ao Ibama e ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para utilizar a água do aquífero Botucatu, com 1.500 metros de profundidade, para encher novamente o lago, que deverá ser esvaziado para limpeza.
Pesque-pasgueEm Maringá, existem oito pesque-pagues funcionando. São 40 na região. A maioria deles não está regularizada pelo Ibama, que está iniciando agora um cadastramento.
O chefe do IAP em Maringá, Clóvis Lopes, alertou que é necessária a autorização porque os órgãos ambientais precisam saber como os lagos vão utilizar seus mananciais. ‘‘Só assim poderemos ter a certeza de que será feita a preservação permanente do local.’’
NifellerNo bairro Alvorada, em Maringá, a prefeitura inaugurou há duas semanas um pesque-pague no parque Alfredo Nifeller. O local deverá estar permanentemente aberto para visitação a partir de janeiro de 98. O parque deverá receber peixes criados no lago do Parque do Ingá. A decisão ainda é polêmica e não tem o apoio do IAP.
O engenheiro-agrônomo Paulino Mexia diz que as águas do lago do Parque Ingá não têm oxigenação e são impróprias para a criação de peixes. ‘‘A água não é corrente e qualquer criação de peixes ali não daria certo’’, alega Mexia.

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