O chefe de instrução do Tiro de Guerra, sargento Fabiano Francisco de Oliveira, garante que na seleção feita no início do ano são excluídos os jovens com comprovada carência financeira e sem condições de comparecerem às instruções diárias. ''Se tiver no TG de Londrina deve ser uns cinco a 10 casos (de jovens) que têm um pouco mais de dificuldades'', aponta. O sargento diz que casos particulares são levados ao conhecimento do comando da 5 Região Militar, que engloba Paraná e Santa Catarina.
Oliveira aceita que a ''problemática existe'' e informa que ''existem estudos antigos do Estado Maior para verificar essas questões''. Nenhum, entretanto, resultou em mudanças, como por exemplo a garantia de uma remuneração mínima como ajuda de custo aos atiradores. O sargento avalia que a maior dificuldade hoje é o tempo de nove meses que os jovens passam em atividade.
Quanto ao corte de cabelo pago, o sargento confirma a prática mas alega que não pode fazer nada. ''Pode até ser gratuito, desde que algum deles pegue a máquina e os demais aceitem que ele corte seus cabelos'', comentou. (L.A.)

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