''T.G. é sub-utilizado'', afirma tenente
Paredes cinzas com alojamento, pias, vasos sanitários e chuveiros típicos do que se imagina ser um quartel. A sede do Tiro de Guerra de Londrina não foge à regra do modelo de construção das ''décadas militares'' adotados em todo o País. Mas atualmente, o local precisa de ampliação. ''Esta é uma área boa, mas precisamos adequar algumas coisas. Só que isto deve ser feito pela prefeitura, pois o Tiro é um convênio entre o executivo municipal e o Exército'', afirma o responsável pelo TG, sargento Fabiano de Oliveira.
O serviço é oferecido na cidade desde 1947 e até hoje teve quatro endereços. O atual, na avenida Salgado Filho, no Jardim San Fernando (Zona Leste), funciona desde 1976 e poderá mudar. É que existe a possibilidade do terreno ser desapropriado, dependendo do plano de expansão do Aeroporto de Londrina. ''Com essa chance de mudar, nem estamos cobrando melhorias, porque seria construído um prédio novo'', justica o sargento.
O secretário de Governo de Londrina, major Adalberto Pereira, apresenta outra possibilidade: ''Não acredito que aquela área seja desapropriada. O que pode acontecer é o pátio de instrução do Tiro de Guerra ser deslocado dentro daquele mesmo terreno. Mas isto ainda está sendo estudado, não é uma determinação''.
A prefeitura de Londrina é responsável pela manutenção da estrutura do TG e, inclusive, é quem paga as contas de água, luz, telefone e as despesas com transporte. ''O Exército se responsabiliza pelas fardas, armas e outros materiais necessários para a execução do serviço militar'', diz o sargento Fabiano.
O delegado do TG, tenente Antônio Reis Pereira, destaca que o Tiro de Guerra é sub-aproveitado no município. ''Todos os anos alistamos mais de quatro mil rapazes. Sabemos dados pessoais, estado de sa© úde e tudo mais. Isto está tabulado'', enfatiza. Para ele, os órgãos municipais poderiam utilizar estes dados para implantar políticas públicas voltadas a faixa etária dos jovens alistados.
Ele ainda assegura que não é somente em caso de guerra que a prefeitura pode solicitar os serviços do Tiro de Guerra, mas em qualquer situação e atividade, inclusive as sociais. ''Ajudamos em algumas campanhas de arrecadação, mas os atiradores estão prontos para outras missões. Basta solicitar'', afirma.
O secretário de Governo, por sua vez, acredita que o serviço é bem utilizado no município e garante não perceber como os dados organizados pelo Exército poderiam ser utilizados pela administração municipal.''Nós contamos com o pessoal do Tiro em todas as campanhas que envolvem a comunidade e acredito que isto já é uma boa parceria'', enfatiza (G.B.)





