No segundo dia de vestibular da Universidade Estadual de Londrina (UEL) foram realizadas as provas de português, língua estrangeira (inglês, francês ou espanhol) e redação. Uma vestibulanda, que não quis se identificar, chegou alguns segundos atrasada e não pôde entrar. Ela tentava uma vaga no curso de direito e disse apenas que estava bastante decepcionada. Ontem 35 candidatos não compareceram, elevando o número de desistentes para 1.870, ou 8,35% do total.
O tema da redação foi ''Sociedade: a vida no andar de baixo''. Os vestibulandos puderam escolher entre fazer um texto informativo, narrativo ou um artigo opinativo. A outra novidade foi que eles tiveram textos e gráfico como apoio para a elaboração da redação. A maioria dos alunos considerou o tema fácil e bastante atual. Segundo eles, os textos de apoio falavam sobre miséria, exclusão social e favela.
O estudante João Marujo Neto, 17 anos, de Jaboticabal (SP), disputa uma vaga no curso de veterinária e achou que os textos de apoio foram muito úteis. ''Ajudou bastante na hora de escrever'', disse. Ele também disse que a prova foi menos cansativa. ''Estavam fáceis, tive um pouco de dificuldade somente em literatura, mas foi porque não li todos os livros'', contou.
Eliana Noronha Ribeiro, 18 anos, que presta para Fisioterapia, achou a prova ''bem inteligente, feita para o aluno pensar''. Ela está enfretando uma maratona de vestibulares, já fez cinco. ''Na prova de ontem (domingo) eu não fui tão bem, mas hoje (ontem) fui bem melhor. As questões estavam fáceis e a redação também foi gostosa de fazer'', afirmou. Ela também achou que os textos de apoio ajudam na hora de escrecer.
Para quem fica à espera dos vestibulandos o cansaço é grande. Liliana Grecco, de Piracicaba (SP), acompanha a sobrinha Dilane Grecco Lima, 18 anos, que tenta uma vaga no curso de artes cênicas. ''Ela não vem sozinha e como a mãe não podia vir, estou de companhia. Mas é bastante cansativo ficar aqui esperando'', contou. Dilane disse que não gostou da redação porque não gosta de escrever, mas considerou as provas fáceis. Ela não sabe se vai ficar em Londrina se passar, já que foi aprovada no curso de turismo da universidade de sua cidade. ''Ainda não decidi, vamos ver depois.''
Luiz Rogério Oliveira da Silva, coordenador-pedagógico da Comissão Permanente de Seleção Copese, disse que as avaliações feitas em conversas informais com os alunos têm deixado todos bastante otimistas com o novo formato das provas. ''Os candidatos estão avaliando de forma muito positiva, dizem que a prova está mais interpretativa e que isso facilita'', relatou. Silva disse que uma avaliação mais profunda será feita depois da correção das provas. Hoje, último dia do vestibular, serão realizados os testes de conhecimentos específicos, duas disciplinas selecionadas pelos vários cursos de graduação da UEL.

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