Teto salarial desagrada docentes
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terça-feira, 06 de maio de 1997
Da Redação 
Josoé de CarvalhoReivindicaçãoProfessores reunidos ontem: categoria quer que lei incida sobre o menor salário da UELOs professores da Universidade Estadual de Londrina querem que a lei estadual de 93, que institui um teto salarial no valor de 20 vezes o piso do funcionalismo, incida sobre o menor salário praticado na UEL e não sobre o mínimo dos servidores públicos estaduais. Segundo o presidente do Sindicato dos Professores de Londrina (Sindiprol), José Mário Angeli, aplicado como está sendo feito hoje, 400 docentes da UEL acabam vendo seus ganhos achatados após a implantação do Plano de Cargos e Salários, aprovado em março pela Assembléia Legislativa (AL).
José Mário Angeli explica que, se multiplicado 20 vezes sobre o mínimo do servidor público estadual, de R$ 140, o maior salário da UEL vai para R$ 2.800. Mas se aplicado sobre o menor salário da Universidade de Londrina, de R$ 184, o teto máximo ficará em R$ 3.680. Este tipo de cálculo já é feito pelas universidades estaduais de Maringá e de Ponta Grossa.
Ontem, professores e representantes do Sindiprol e Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Londrina (Aduel) estiveram reunidos no Centro de Ciências Biológicas da Universidade para discutir o problema. Uma das propostas discutidas na reunião foi desvincular da lei os ganhos pessoais dos professores (benefícios por titulação, local e condições de trabalho, plantões).
Hoje (ontem) nós já conseguimos um avanço, comemora Angeli. O Conselho de Administração da UEL definiu que os ganhos por mérito - títulos de especialização, mestrado e doutorado - serão excluídos do redutor. O presidente do Sindiprol disse que as propostas da reunião serão apresentadas ao reitor Jackson Proença Testa, ao governador Jaime Lerner e à AL.


