O desabamento de um barracão do setor de produção da Smaiki Indústria e Comércio de Confecções Ltda., ontem, às 15h30, na Avenida Governador Roberto da Silveira, em Apucarana, causou ferimentos em 25 dos 57 funcionários que trabalhavam no local. Equipes do Corpo de Bombeiros chegaram rapidamente, ajudando a retirar os feridos e encaminhá-los para atendimento em hospitais.
No momento do acidente, costureiras e auxiliares de recorte trabalhavam no local, com máquinas de costura e outros equipamentos. De repente, todo o teto do barracão, feito de madeira e telhas de cimento-amianto, veio abaixo causando pânico e uma gritaria geral. Ao mesmo tempo, também caiu uma parede lateral de alvenaria.
‘‘Com o barulho das máquinas de costura, não ouvimos qualquer ruído, e nem houve tempo de sair da cadeira’’, contou Marcelo Leandro Espanhol. Ele acrescentou que, observando agora a situação do barracão, ‘‘é difícil acreditar que nenhum colega de trabalho tenha ficado gravemente ferido ou até mesmo morrido no acidente’’.
A costureira Célia Cristina Ferreira que também escapou ilesa, contou que o susto foi muito grande. ‘‘Estávamos concentrados no trabalho e em questão de segundos tudo desabou sobre a gente’’, disse.
Após o desabamento, os próprios funcionários da indústria passaram a socorrer os feridos, retirando-os do meio de vigas, telhas e tijolos. Apenas cinco feridos foram encaminhados para internamento no Hospital da Providência. No final da tarde, médicos do Providência liberaram os feridos que estavam sob observação. Segundo eles, todos sofreram apenas ferimentos leves.
Para os donos da Smaiki Indústria e Comércio de Confecções, o acidente foi causado pela retirada de terra num terreno vizinho ao barracão. ‘‘Desde sexta-feira havia uma máquina trabalhando aqui ao lado e isso pode ter abalado a estrutura do barracão’’, avaliou o empresário Osvaldo Réqui. Ele estima em R$ 150 mil o prejuízo com o prédio e máquinas danificadas.
Ao vistoriar o local ontem, o secretário municipal de Obra, engenheiro Celso Marchi confirmou que a retirada excessiva de terra, provavelmente para a construção de um muro de arrimo, gerou problemas na estrutura do barracão. Marchi adiantou que a obra executada no terreno vizinho ao barracão ‘‘está completamente irregular, sem alvará de licença e nem responsável técnico’’.
Segundo o capitão Roberto Enéquio Souza, comandante do Corpo de Bombeiros de Apucarana, num prazo de 48 horas será expedido um laudo técnico sobre o acidente.
Os responsáveis pela obra irregular não foram identificados.

mockup