Ontem pela manhã, seis testemunhas não reconheceram, por fotografia, Antônio Miguel Ferreira, 32 anos, o Ferreirinha, suspeito de ter matado em Londrina o empresário Júlio Cesar Marino. Ferreirinha foi preso e acusado de ter matado, em 1996, o empresário Luis Augusto Spita e o engenheiro químico Murilo Biscaia, quando ambos praticavam cooper na avenida das Esmeraldas, em Marília (SP).
Segundo o delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial (SDP), Wanderci Corral Fernandes, as testemunhas disseram que pela foto - enviada por fax de Marília - Ferreirinha é bem mais gordo do que o matador de J. Marino.
O delegado Wanderci Corral disse à Folha que também está procurando o irmão de Ferreirinha, Sebastião Jorge Miguel Ferreira, que atualmente mora na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, na fazenda de um londrinense, cujo nome está sendo mantido em sigilo pela polícia.
Segundo a polícia paulista, Sebastião é mais franzino e se aproxima bem mais do retrato falado feito do assassino de J. Marino. Ferreirinha foi descoberto pelo delegado regional de Marília, Moysés José Cocito, que o prendeu em Ponta Porã (MS). O delegado possuía o retrato falado do criminoso, feito pelo Instituto de Criminalística de Londrina.
Ontem, o delegado operacional da 10ª SDP, Jorge Barbosa, e os peritos criminais Darcy Dória de Faria e Geraldo Gonçalves Filho foram até Marília para ouvir Ferreirinha e buscar o revólver calibre 38 apreendido com ele.
A arma encontrada com Ferreirinha tem o mesmo calibre da que matou J. Marino. O revólver deverá ser periciado e passar por testes de balística. O objetivo é detectar se a arma foi usada no assassinato do empresário J. Marino.
Segundo investigações realizadas pela polícia paulista, o duplo assassinato ocorrido em Marília estaria relacionado ao tráfico internacional de drogas.

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