Curitiba
Começa hoje, às 8h30, no Tribunal do Júri, em Curitiba, a fase de ‘‘instrução criminal’’ do processo que apura a morte do estudante Rafael Zanella. Os pais dele, César e Elisabeth Zanella, vão ser os primeiros a depor como testemunhas de acusação. Está prevista a presença dos quatro principais suspeitos do assassinato do rapaz, ocorrido em 28 de maio: o motorista Almiro Schmidt e os policiais civis Jorge Bressan, Airton Adonski Júnior e Reinaldo Siduovski.
A lista de testemunhas de acusação totaliza seis pessoas, que devem prestar depoimento durante todo o dia. Entre elas também estão os estudantes Marcos Valduga e Odair Ferreira da Silva. Ambos acompanhavam Zanella na noite do crime, quando os agentes do 12º Distrito Policial realizaram uma suposta operação para reprimir o tráfico de drogas em Santa Felicidade. Os rapazes vão estar a partir das 13h30 diante do juiz da 6ª Vara Criminal, Glademir Panizzi.
A mãe do estudante morto, Elisabeth Zanella, está apreensiva com a possibilidade de finalmente encarar os acusados. ‘‘Espero que Deus me dê calma para não sair do normal’’, disse à Folha. Para o juiz, ela pretende apenas relatar como deu formação moral ao filho. ‘‘Vou dizer como o criei com amor, preocupada em garantir dignidade e caráter, aquilo que tentaram denegrir’’, anunciou.
Farsa Elisabeth se refere à farsa montada para esconder o crime. A própria Corregedoria da Polícia Civil constatou que os agentes colocaram 500 gramas de maconha no carro de Zanella para incriminá-lo como traficante que reagiu à prisão e foi morto. O tiro fatal teria sido dado por Schmidt, um informante do 12º DP.

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