Testemunhas depredam carro depois de atropelamento
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 28 de agosto de 2003
Marta Medeiros<br>Equipe da Folha 
Maringá A morte de um comerciário atropelado anteontem à noite, em Maringá, causou revolta de testemunhas que destruíram o veículo envolvido quando o motorista tentava fugir do local sem prestar socorro. O motorista, um adolescente de 17 anos, fugiu a pé durante o tumulto. O comerciário Vaineir Marochio, 24 anos, morreu ao dar entrada no Hospital Santa Rita. A violência no trânsito na cidade consegue ser maior do que a provocada pela criminalidade. São 25 vítimas fatais em acidentes e 15 casos de homicídios registados este ano.
Segundo a Polícia Militar, o menor B.H. estaria em alta velocidade e cruzou uma preferencial de acesso a Rua Santa Joaquina de Vedruna, na Zona 05, bairro da região sul da cidade. O adolescente dirigia um Monza e atingiu com violência a Honda Bizz conduzida por Vaineir, atropelando moto e piloto. Após o acidente, ocorrido por volta das 19 horas, moradores cercaram o veículo e passaram a jogar pedras, inclusive pedaços de calçada. O Monza ficou praticamente destruído, mas o motorista conseguiu fugir.
Vaineir era primo de Fabíola Regina Coalio, 12 anos, atropelada e morta no dia 14 de agosto, vítima de um racha entre dois veículos na Avenida Colombo.
O tenente Ideval de Oliveira, do 4º Batalhão da PM, disse ontem que a violência dos últimos acidentes tem chamado a atenção da polícia. ''Fazemos campanha, pedimos conscientização, mas ainda vemos motoristas imprudentes'', disse. No ano passado, 56 pessoas morreram em acidentes no perímetro urbano de Maringá.
Conforme o delegado operacional da 9 Subdivisão Policial de Maringá, Luiz Carlos Mânica, o advogado do motorista do Monza informou que seu cliente seria apresentado no início da noite de ontem.


