Testemunhas depõem sobre incêndio na PIC
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 25 de junho de 2003
Candice Dequech<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Dois policiais militares do Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gerco), Cícero Marcos Samways dos Santos e Ester Maria Machado de Souza, foram ouvidos ontem à tarde pelo promotor da 2 Vara Criminal de Curitiba, Licínio Corrêa de Souza. Eles são testemunhas de defesa do policial militar João Carlos Szczepanski, um dos acusados de ter participado do incêndio criminoso à sede da Promotoria de Investigações Criminais (PIC), em dezembro de 2000.
Segundo o promotor, Samway disse em depoimento que o antigo coordenador operações do Gerco, tenente Elias Ariel de Souza, teria participado de uma armação para incriminar Szczepanski, o sargento Ademir Leite e outros envolvidos. Szczepanski responde ao processo em liberdade e Leite foi absolvido.
Segundo o depoimento de Samways, tenente Elias teria obrigado Szczepanski a assinar um documento incriminando o sargento. Elias também teria dito a Szczepanski que mudaria o teor da denúncia, fazendo acréscimos, se ele se retratasse em juízo.
Tenente Elias e ele negou as acusações. ''Eu repudio qualquer notícia de que foi forjada alguma prova, pois todas foram produzidas pelo Ministério Público, que ofereceu a denúncia'', declarou.
Nova audiência foi agendada para 3 de dezembro para ouvir três testemunhas que não compareceram ontem. O promotor acredita que, se as testemunhas forem ouvidas, o processo pode estar encerrado em fevereiro do ano que vem.


