Testemunhas depõem em julgamento de padre acusado estupro
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Redação FolhaWeb 
Dezesseis testemunhas foram ouvidas hoje (11) na primeira audiência do padre Marco Túlio Simonini, suspeito de molestar duas crianças em um clube da Zona Sul de Londrina em novembro de 2011.
Simonini teria sido flagrado durante o crime nas piscinas do clube e segue preso provisoriamente na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL). Ele teve o exercício ministerial suspenso pela Igreja.
''O padre saiu da piscina ereto. Ele deu uma volta, disfarçou e voltou a brincar com as meninas na água'', afirmou a ex-funcionária do clube, Ilda da Silva Santos, uma das 13 testemunhas de acusação.
''Quando cheguei, ele tinha escoriações pelo rosto e estava sangrando. Uma das crianças chorava muito'', explicou o soldado do 5º Batalhão, José Luiz Pietrzk.
As duas crianças supostamente molestadas acompanharam a audiência e uma delas estava visivelmente abalada.
Uma testemunha de defesa do padre afirmou que a situação foi mal interpretada. ''Ele não fez nada demais, apenas empurrava a bundinha delas'', afirmou.
A próxima audiência do caso está marcada para terça-feira. O advogado de defesa, Walter Bittar, disse que só vai se pronunciar sobre o caso depois que for retirado o sigilo judicial.
Com informações do repórter Danilo Marconi


