Testemunhas depõem contra imobiliária
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 11 de novembro de 1998
Lúcio Horta 
A Polícia Civil de Londrina está ouvindo as testemunhas no caso que apura denúncias contra a imobiliária Emi Empreendimentos, que funciona na Rua Espírito Santo, área central da cidade. A investigação foi aberta no 1º Distrito Policial há duas semanas, depois que o casal de dekasseguis Maria Ramos, 28 anos, e o namorado, Claudemir Hideki Nagao, 24, acusaram a empresa de ter recebido mais de US$ 40 mil para compra de um sítio na região. A imobiliária, no entanto, não teria comprado o imóvel e nem devolvido o dinheiro pago pelo imóvel.
Além do caso dos dekasseguis, o inquérito também envolve outra denúncia contra Maria Emi de Oliveira, sócia-proprietária da Emi Empreendimentos. Desta vez, a vítima seria Vilma Ferreira dos Santos, que morou durante cinco anos na Itália e acusa a imobiliária de receber mais de R$ 110 mil para realizar negócios imobiliários. Assim como teria ocorrido com o casal de dekasseguis, Maria Emi é acusada de receber, não comprar os imóveis e não devolver o dinheiro.
O delegado Edmo Ermenegildo, do 1º Distrito Policial, já ouviu no inquérito Vilma Ferreira e Claudemir Nagao, além de Ademir dos Santos, José Nagao, Olinda Carvalho Neves, Joaquim Alves da Silva e Simão Antonio de Godoy - todos testemunhas de Claudemir Nagao. O delegado espera apenas ouvir as três testenhumas indicadas pelo advogado de Vilma Ferreira, Braulino Bueno Pereira, para depois intimar Maria Emi. Ermenegildo pretende concluir o inquérito no prazo de duas semanas.


