O advogado Jorge Custódio e a irmã Rosemary (acima) que afirma ter sido enganada por um anúncio de jornal. O vereador Célio Guergoletto, (ao lado) propôs uma lei para evitar novos problemas
Arquivo FolhaRosemary alega
que foi ameaçada
de morte para
transportar a droga Quatro testemunhas de defesa serão ouvidas pela Justiça paraguaia, hoje e amanhã, em Assunção. Elas vão depor sobre o caso da londrinense Rosemary Garcia Ferreira. Acusada de tráfico internacional de drogas, ela está presa em Assunção desde o dia 4 de maio de 1996.
Entre as testemunhas a ser ouvidas pelo juiz Gustavo Ocampos Gonzalez está o vereador Célio Guergoletto (PMDB). Ele deverá falar sobre o projeto de lei que elaborou na época, determinando que para fazer um anúncio em um jornal, o interessado deveria apresentar uma série de documentos. ‘‘O juiz mostrou interesse porque eu elaborei o projeto justamente por causa da Rosemary’’, observa.
Na época que foi presa com quatro quilos de cocaína, Rosemary declarou que respondeu a um anúncio que procurava uma secretária para acompanhar executivos a viagens pela Europa. Levado ao Paraguai, ela disse que foi obrigada a carregar a droga sob a ameaça de morte.
Além dos vereadores, serão ouvidos o advogado e vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil/Subseção Londrina, Lauro Zanetti, o colega de trabalho de Rosemary, Agnaldo dos Santos, e os vizinhos da família da acusada, Adriana e Ulysses Dalman. O irmão e advogado de Rosemary, Jorge Custódio Ferreira, acredita que a sentença sobre o caso deva sair até o final de outubro.
Para ajudar nas despesas de viagem das testemunhas, foi iniciada uma campanha de arrecadação de recursos. Os interessados em colaborar, podem depositar suas contribuições na Caixa Econômica Federal (CEF), agência 394, conta 13 327 900-1. A campanha está sendo organizada pela Câmara de Vereadores, Comitê de Direitos Humanos de Londrina e Comissão de Justiça da OAB.

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