A Polícia Civil de Foz do Iguaçu começou a ouvir ontem as testemunhas da chacina que resultou na morte de três rapazes que estavam em um bar do bairro Parque Ouro Verde, na tarde de domingo. Mas segundo a polícia, o medo está fazendo com que as duas principais testemunhas se recusem a informar o nome do autor dos disparos que teria cometido o crime por vingança.
Segundo o delegado do 3º Distrito Policial, Paulo Renato Caldas de Araújo, as testemunhas apontam informalmente o principal suspeito da chacina, mas não querem assinar o depoimento com a declaração. ‘‘Assim fica difícil porque não podemos pedir a prisão preventiva do acusado. E não podemos obrigar ninguém a denunciar o assassino’’, disse.
‘‘O principal acusado é o líder de uma gangue no Porto Meira. As testemunhas estão com medo porque se ele for preso, os outros integrantes da gangue matam quem denunciou. E a polícia não tem como proteger ninguém’’, disse o delegado. Uma testemunha, identificada apenas como ‘‘Polaco’’ contou à polícia que minutos antes da chacina, teria ido até o bar avisar os amigos que o autor dos disparos estava procurando o grupo. A polícia informou ainda que o assassino é um ‘‘criminoso de alta periculosidade e que já teria matado várias pessoas no bairro’’.
Os familiares dos três rapazes mortos disseram à polícia em depoimento que o homem que cometeu a chacina procurava o irmão de Valdemar Sotto, 19 anos, mas como ele está foragido acabaram matando Valdemar no lugar do irmão. Segundo a polícia, o irmão de Sotto teria matado há quatro meses um parente do autor dos disparos numa danceteria no centro de Foz.
Também foram executados na chacina Fábio da Costa Silva, 15 anos, e Gilberto Nunes de Oliveira, 19, que estavam jogando sinuca com Sotto no bar. O assassino chegou ao bar na garupa de uma moto, tirou o capacete e disparou vários tiros com um pistola de nove milímetros.

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