Testemunhas de crime são ouvidas em Bela Vista
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quinta-feira, 05 de julho de 2001
Telma ElorzaDe Londrina 
A juíza substituta de Bela Vista do Paraíso (40 km ao norte de Londrina), Ana Cristina Penhalbel Moraes, começou a ouvir ontem as 13 testemunhas de acusação contra Paulo Gomes de Almeida, 35 anos, Edson Carlos Pereira (Pudim), 25, e Cláudio Ribeiro (Stalone), 30, acusados de envolvimento na morte do funileiro Nei Pires Dourado, 20 anos. O quarto acusado, José Luiz Fabri (Xaxá), 27 anos, ainda está foragido.
O funileiro foi morto por enforcamento na madrugada de 20 de maio, depois de ter sido retirado à força da casa de show Armazém Country Bar, em Bela Vista do Paraíso, de propriedade de Paulo Almeida. O corpo de Nei Dourado foi encontrado enterrado no meio de uma plantação de trigo na fazenda Olho DÁgua, em Cambé (13 km a oeste de Londrina).
Preso em Londrina, Edson Pereira confessou ter participado do crime, cujo motivo seria vingança pela morte do amigo Luciano Rodrigues de Souza, ocorrida em fevereiro deste ano em Primeiro de Maio. Paulo Almeida se entregou à polícia alguns dias depois, negou autoria no crime e assumiu apenas a participação na ocultação do cadáver. Cláudio Ribeiro, segurança da boate, também foi arrolado no crime e é hoje uma das principais testemunhas de acusação. Os três estão sendo mantidos presos em Ibiporã, para evitar tumultos em Bela Vista.
A maioria das testemunhas ouvidas ontem é funcionário e frequentador da boate. Os depoimentos foram acompanhados pelo coordenador da comissão de Justiça do Centro de Direitos Humanos de Londrina (CDH/LD), Jorge Custódio Ferreira, a pedido da família da vítima. O advogado de defesa de Paulo Almeida, João dos Santos Gomes Filho, disse que ainda não pediu liberdade provisória para seu cliente por motivos de segurança. Ele não quis adiantar quais seriam seus próximos passos, antes de ouvir os depoimentos das testemunhas.
Informações colhidas no Fórum de Bela Vista indicam que em 20 dias começam a ser ouvidas as testemunhas de defesa. Apenas um dos advogados dos acusados arrolou 22 testemunhas, que serão ouvidas pessoalmente e por carta precatória.


