O delegado Valdir Fernandes, do 3º Distrito Policial, vai começar hoje a tomar os depoimentos das testemunhas do afogamento de Jefferson Aparecido Lima, 11 anos. O garoto morreu quando entrou no Ribeirão Esperança, na Fazenda Escola da Universidade Estadual de Londrina (UEL), na tarde de segunda-feira. Jefferson participava de uma excursão com os colegas do projeto social Oficina de Expressão, mantido pela Prefeitura de Rolândia (25 km a oeste de Londrina).
Entre as testemunhas a serem ouvidas pela polícia estão o segurança da UEL que tentou ajudar no resgate, o funcionário responsável pelas visitas à Fazendinha e os monitores do projeto social, que poderão ser ouvidos através de carta precatória, o que pode atrasar ainda mais a conclusão do inquérito.
''Também vou conversar com algumas crianças para colher informações. Mas como eram oito monitores para 40 crianças, tudo indica que tenha sido uma fatalidade'', avaliou o delegado Fernandes.
O corpo de Jefferson foi enterrado ontem à tarde no Cemitério Municipal de Rolândia. O secretário Municipal de Assistência Social de Rolândia, Orlando Costa, garantiu que a administração municipal prestou ''toda a assistência'' necessária à família da vítima.
''Vamos fornecer acompanhamento com assistente social e psicólogo para os familiares'', garantiu Costa. Uma sindicância interna será aberta para apurar responsabilidades.
O projeto Oficina de Expressão atende uma média de 70 crianças, com idades entre 6 a 12 anos, carentes e sob risco social. Os beneficiados têm atividades no contra-turno escolar, como aulas de reforço e esportes.

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